Ivan Assunção ou A solução
Nunca me dei muito bem com política. Não é questão de ser politizado ou não. Eu leio sobre os meandros políticos do país do futuro e do resto do mundo. Às vezes eu até entendo algumas coisas. Mas a questão é que eu não gosto mesmo de política. Me sinto ludibriado sempre que ouço falar em política. Se eu já não tenho muita fé nessa espécie lazarenta que é a nossa, menos ainda tenho em nossos representantes governamentais.
Entretanto, mesmo não sendo apreciador desta duvidosa e carcamana arte, sei muito bem reconhecer um momento político marcante. Sei perceber quando as estrelas de nossa bandeira assistem a uma verdadeira demonstração da democracia. Sei antever a chegada de um arauto das massas ao poder.
Hoje, eu conheci Ivan.
Eu estava numa praça, em frente ao meu local de trabalho, protegendo-me da chuva sob algumas árvores, quando uma figura desceu fazendo barulho e balbúrdia de dentro do ônibus. O ônibus nem mesmo estava no ponto, havia apenas parado num semáforo que tem ali na esquina, mas o rapaz vestindo roupas surradas, uma jaqueta marrom e uma calça "dins", desceu. Ele carregava algumas sacolas e algumas caixas mantidas presas sob seu braço, além de um chapéu de caubói, daquele feitos de plástico branco duro (distribuidos durante a copa de 2002). Fora toda esta parafernália ele segurava com a outra mão, acima de sua cabeça, mas não para protegê-lo da chuva, uma placa feita de papelão, que ele usava para mostrar alguma coisa que eu não podia ver para os carros que vinham logo atrás do ônibus em que estivera.
Ele gritava palavras incompreensíveis, devido ao barulho, e vagava por entre os carros em movimento, passando de uma faixa a outra entre intervalos de buzinadas e xingamentos. Mas permanecia íntegro. Começou a subir a rua de costas, ainda exibindo sua placa improvisada para os carros. Subiu o suficiente para que eu pudesse ler a inscrição "Ivan Vereador" escrita no papelão com giz comum, desses escolares, colorido.
Logo eu também passei a ouvir o que ele gritava. "Esse sou eu". "Ivaaaaaaaaan!!!". A certo ponto não soube dizer se ele gritava "Ivan Assunção" ou "Ivan, a solução", ou alguma outra expressão. Mas o fato é que havia verdade política ali. cansado de sofre sob o mesmo céu todos os dias, o bravo Ivan se mexeu e agora, em plena execução de seu direito civil de se tornar candidato a um cargo público, não mais parecia que um louco sob a chuva, segurando um cartaz de papelão.
Corajoso, eu diria. Enfrentaria este Policarpo Quaresma da nova era todos as dificuldades para se tornar um representante do povo? E se enfrentasse, sucumbiria ele a uma loucura maior do que andar sob a chuva pra fazer campanha, que é tentar mudar alguma coisa em solo tupiniquim? Ivan está lá fora agora, acreditando, talvez, que possa um dia resolver alguma coisa. Ou talvez esteja apenas bêbado e sonolento depois de ter chorado a incompetência e indeferença de nossos representantes até agora.
Boa sorte, Ivan. E te desejo muito mais sorte caso um dia você realmente vença. Espero que você goste mais de soluções do que de política. Que você aprecie mais governar do que fazer campanha. Precisamos de muitos Ivans assim nos representando, pois vivemos numa democracia. E aqui, o governo é do povo, mas a política, não.
See Ya
Coisas sérias e não sérias. Ácidas e às vezes doces. E outros comentários, como cinema, comportamento, literatura, etc...
26.5.04
25.5.04
Últimas vezes
- Oi.
- Oi!?
- Oi. Você é o Guilherme?
- Sou. E você?
- Eu sou Amanda. Não lembra de mim?
- Amanda? Putz, desculpa. Não me lembro. Você tava na festa, semana passada?
- Não. Tudo bem você não lembrar de mim. Eu fiquei um tempo, há uns anos, saindo com o Paulo, seu amigo.
- Sei. Hmm. Olha, desculpa mesmo. Não me lembro. Mas e aí, tudo bem?
- Sim. Indo. E o Paulo, tem falado com ele?
- O que? A música tá muito alta!! E eu já to meio bêbado. Não te escutei direito.
- O Paulo!! Você ainda tem contato com ele?
- Ahhh, o Paulo. Não, não tenho mais contato. O Paulo morreu!
- O que?!? Morreu? Quando? Como?
- Acidente de trânsito. Já faz uns seis anos. Pensei que você soubesse.
- Não.
- É, morreu. Calma aí, não precisa chorar. Ei, calma aí. Desculpa. Quer tomar alguma coisa?
- Não. Tá tudo bem. Eu acho. Só não esperava ouvir isso. Eu gostei muito dele na época. Ele tinha uma namorada. Verônica, eu acho. Eu era a outra.
- Orra! Olha o Paulo. Nem pra dividir com os amigos.
- ...
- Então.
- A gente acabou brigando, ele saiu fulo da minha casa na última vez que nos vimos. Nunca mais falei com ele. Queria que ele tivesse sido feliz.
- Porra, vocês brigaram? Vai ver que foi por isso que o cara me ligou na última noite, dizendo que tava indo pro Clube, que tinha brigado com ela. Pensei que fosse a mina dele, mas não. Era você.
- Ele morreu nesse dia?!
- Opa! Mal aí. Olha, senta aqui um pouco. Sei lá, vou pegar uma água pra você. Não, não chora assim não.
- Não... não precisa. Sabe o que é? É que de repente algo muito forte foi morto aqui dentro. Sabe quando você tá saindo da adolescência e acha que o mundo vai se abrir pra você? Ele era muito próximo nessa época, e eu sempre fantasiei que o mundo se abriria diante de nós dois juntos. Mas um dia nós brigamos e ele se foi. Sempre achei que no futuro a gente ia se ver de novo. Até podíamos ser amigos. Sei lá, talvez rolasse algo outra vez. Sabe? E isso morreu. De repente a frieza de saber que tudo só acontece uma vez me deu um soco na boca do estômago.
- É. Só. Aí, mina. Fica mais um tempo aí. Dança um pouco. Eu posso ficar com você se isso for ajudar.
- ...
- Ei, também não precisa ir embora assim. Calma aí. Foi na boa que eu falei. Ahh, que mina doida!
- Que foi, cara?
- Sei lá, Juninho, puta mina estranha aparece aqui, sabe que meu nome é Guilherme, pergunta do Paulo. Aquele que morreu, sabe?
- cara, seu nome não é Guilherme. É Rodrigo! Porra, acorda!
- Putz.. aí, até falei que eu tava meio bêbado. Ahhh, putz. Bom, mal aí. Agora já era.
- Só.
- É.
See Ya
- Oi.
- Oi!?
- Oi. Você é o Guilherme?
- Sou. E você?
- Eu sou Amanda. Não lembra de mim?
- Amanda? Putz, desculpa. Não me lembro. Você tava na festa, semana passada?
- Não. Tudo bem você não lembrar de mim. Eu fiquei um tempo, há uns anos, saindo com o Paulo, seu amigo.
- Sei. Hmm. Olha, desculpa mesmo. Não me lembro. Mas e aí, tudo bem?
- Sim. Indo. E o Paulo, tem falado com ele?
- O que? A música tá muito alta!! E eu já to meio bêbado. Não te escutei direito.
- O Paulo!! Você ainda tem contato com ele?
- Ahhh, o Paulo. Não, não tenho mais contato. O Paulo morreu!
- O que?!? Morreu? Quando? Como?
- Acidente de trânsito. Já faz uns seis anos. Pensei que você soubesse.
- Não.
- É, morreu. Calma aí, não precisa chorar. Ei, calma aí. Desculpa. Quer tomar alguma coisa?
- Não. Tá tudo bem. Eu acho. Só não esperava ouvir isso. Eu gostei muito dele na época. Ele tinha uma namorada. Verônica, eu acho. Eu era a outra.
- Orra! Olha o Paulo. Nem pra dividir com os amigos.
- ...
- Então.
- A gente acabou brigando, ele saiu fulo da minha casa na última vez que nos vimos. Nunca mais falei com ele. Queria que ele tivesse sido feliz.
- Porra, vocês brigaram? Vai ver que foi por isso que o cara me ligou na última noite, dizendo que tava indo pro Clube, que tinha brigado com ela. Pensei que fosse a mina dele, mas não. Era você.
- Ele morreu nesse dia?!
- Opa! Mal aí. Olha, senta aqui um pouco. Sei lá, vou pegar uma água pra você. Não, não chora assim não.
- Não... não precisa. Sabe o que é? É que de repente algo muito forte foi morto aqui dentro. Sabe quando você tá saindo da adolescência e acha que o mundo vai se abrir pra você? Ele era muito próximo nessa época, e eu sempre fantasiei que o mundo se abriria diante de nós dois juntos. Mas um dia nós brigamos e ele se foi. Sempre achei que no futuro a gente ia se ver de novo. Até podíamos ser amigos. Sei lá, talvez rolasse algo outra vez. Sabe? E isso morreu. De repente a frieza de saber que tudo só acontece uma vez me deu um soco na boca do estômago.
- É. Só. Aí, mina. Fica mais um tempo aí. Dança um pouco. Eu posso ficar com você se isso for ajudar.
- ...
- Ei, também não precisa ir embora assim. Calma aí. Foi na boa que eu falei. Ahh, que mina doida!
- Que foi, cara?
- Sei lá, Juninho, puta mina estranha aparece aqui, sabe que meu nome é Guilherme, pergunta do Paulo. Aquele que morreu, sabe?
- cara, seu nome não é Guilherme. É Rodrigo! Porra, acorda!
- Putz.. aí, até falei que eu tava meio bêbado. Ahhh, putz. Bom, mal aí. Agora já era.
- Só.
- É.
See Ya
22.5.04
Pense mais uma vez
Há um ano eu publiquei aqui um texto que considero, até agora, um dos meus melhores escritos. Não porque seja literariamente bem feito, ou contenha idéias realmente inovadoras.
O texto, que reproduzo abaixo, representa toda a essência dos questionamentos que acredito que todas as pessoas deveriam ter em relação à vida e a si mesmos. E, na verdade, não me refiro às perguntas que faço no texto, literalmente. Quero dizer que o questionamento é a engrenagem que move o mundo e a vida das pessoas. Nesse texto eu convido todos a se conhecerem melhor. A se olharem no espelho diretamente nos olhos e se questionarem sobre tudo a sua volta. Questione seu modo de ver as coisas. Questione seu Deus. Questione seus relacionamentos. Questione suas respostas para as perguntas mais básicas. Questione-se e tente descobrir se você realmente não tem respostas para algumas perguntas ou se você prefere não ouví-las ou entendê-las. Questione o chão onde você pisa, e talvez você descubra que está apenas num dos andares de um prédio inteiro. Ou que, simplesmente, você está no fundo do poço e não há mais o que questionar. E então questione isso também. Questione este blog. Questione este texto, e o próximo.
Para os que chegaram há pouco, conheçam o texto. Aos que já o conheciam, questionem o ano que se passou desde a primeira publicação. =)
* * *
Pense
O que te ofende? Do que você tem medo? Quem você gostaria de ver morto? Quem você gostaria de matar com as próprias mãos?
Você dá esmolas na rua? Ignora garotos pedintes no semáforo? Você votaria num negro para a presidência? Permitiria que sua filha namorasse um negro? E uma negra? E um gordo? Ou uma branquela gótica que usa piercing na buceta e pensa que vinho é sangue?
O que te faz feliz? E o que te enfurece? Você fica impassível diante do noticiário da TV? Chora num capítulo de novela? Você transaria com alguém só pra fazer esta pessoa feliz? Ou só pra ficar feliz? Você cagaria na boca de uma pessoa se ela te dissesse que isso a faz feliz?
Você espancaria um estuprador? E um padre? Você condena o Nazismo? E o Capitalismo? Você iria a um museu? E a um baile funk? Você desejaria um deficiente físico? Ou um deficiente mental? Casaria com um tetraplégico? Entregaria toda sua economia a um pastor? E ao gerente da concessionária Toyota?
Comeria uma prostituta? Treparia com um garoto de programa? Quanto você pagaria pelo sexo de seu marido ou de sua esposa? Você acredita num deus onipresente e invisível? E nos demônios palpáveis do dia-a-dia? E em você mesmo? Você reagiria a um assalto? Abandonaria seu emprego por não gostar dele? Você ajuda crianças com câncer? Beijaria uma delas?
Você acredita que haja "gente bonita" em lugares agradáveis? Absolveria O.J. Simpson? E Fernandinho Beira-Mar? E o neguinho da favela que roubou comida? E o ministro que desviou comida? Compraria um CD da Kelly Key? Transaria com ela?
Adotaria uma criança chinesa hoje? Ajudaria um doente iraquiano? Acolheria um mendigo americano? Assistiria a um filme brasileiro? Serviria de voluntário numa FEBEM? Daria banho num idoso todo cagado e mijado? Votaria no Maluf? E no Lula?
Aceitaria suborno? Chantagearia alguém por dinheiro? E por sexo? Bateria o carro de propósito para descontar num desconhecido o stress da sua vida? Espancaria seus filhos? Denunciaria se visse um pai espancando uma criança? E se este pai fosse um traficante de drogas e armas?
Voltaria aqui se este post te ofendesse?
Você se conhece? Já se encarou no espelho hoje? Tente de novo.
E não pense em zebra!
See Ya
Há um ano eu publiquei aqui um texto que considero, até agora, um dos meus melhores escritos. Não porque seja literariamente bem feito, ou contenha idéias realmente inovadoras.
O texto, que reproduzo abaixo, representa toda a essência dos questionamentos que acredito que todas as pessoas deveriam ter em relação à vida e a si mesmos. E, na verdade, não me refiro às perguntas que faço no texto, literalmente. Quero dizer que o questionamento é a engrenagem que move o mundo e a vida das pessoas. Nesse texto eu convido todos a se conhecerem melhor. A se olharem no espelho diretamente nos olhos e se questionarem sobre tudo a sua volta. Questione seu modo de ver as coisas. Questione seu Deus. Questione seus relacionamentos. Questione suas respostas para as perguntas mais básicas. Questione-se e tente descobrir se você realmente não tem respostas para algumas perguntas ou se você prefere não ouví-las ou entendê-las. Questione o chão onde você pisa, e talvez você descubra que está apenas num dos andares de um prédio inteiro. Ou que, simplesmente, você está no fundo do poço e não há mais o que questionar. E então questione isso também. Questione este blog. Questione este texto, e o próximo.
Para os que chegaram há pouco, conheçam o texto. Aos que já o conheciam, questionem o ano que se passou desde a primeira publicação. =)
Pense
O que te ofende? Do que você tem medo? Quem você gostaria de ver morto? Quem você gostaria de matar com as próprias mãos?
Você dá esmolas na rua? Ignora garotos pedintes no semáforo? Você votaria num negro para a presidência? Permitiria que sua filha namorasse um negro? E uma negra? E um gordo? Ou uma branquela gótica que usa piercing na buceta e pensa que vinho é sangue?
O que te faz feliz? E o que te enfurece? Você fica impassível diante do noticiário da TV? Chora num capítulo de novela? Você transaria com alguém só pra fazer esta pessoa feliz? Ou só pra ficar feliz? Você cagaria na boca de uma pessoa se ela te dissesse que isso a faz feliz?
Você espancaria um estuprador? E um padre? Você condena o Nazismo? E o Capitalismo? Você iria a um museu? E a um baile funk? Você desejaria um deficiente físico? Ou um deficiente mental? Casaria com um tetraplégico? Entregaria toda sua economia a um pastor? E ao gerente da concessionária Toyota?
Comeria uma prostituta? Treparia com um garoto de programa? Quanto você pagaria pelo sexo de seu marido ou de sua esposa? Você acredita num deus onipresente e invisível? E nos demônios palpáveis do dia-a-dia? E em você mesmo? Você reagiria a um assalto? Abandonaria seu emprego por não gostar dele? Você ajuda crianças com câncer? Beijaria uma delas?
Você acredita que haja "gente bonita" em lugares agradáveis? Absolveria O.J. Simpson? E Fernandinho Beira-Mar? E o neguinho da favela que roubou comida? E o ministro que desviou comida? Compraria um CD da Kelly Key? Transaria com ela?
Adotaria uma criança chinesa hoje? Ajudaria um doente iraquiano? Acolheria um mendigo americano? Assistiria a um filme brasileiro? Serviria de voluntário numa FEBEM? Daria banho num idoso todo cagado e mijado? Votaria no Maluf? E no Lula?
Aceitaria suborno? Chantagearia alguém por dinheiro? E por sexo? Bateria o carro de propósito para descontar num desconhecido o stress da sua vida? Espancaria seus filhos? Denunciaria se visse um pai espancando uma criança? E se este pai fosse um traficante de drogas e armas?
Voltaria aqui se este post te ofendesse?
Você se conhece? Já se encarou no espelho hoje? Tente de novo.
E não pense em zebra!
See Ya
19.5.04
A força do épico
Não posso dizer que tenha gostado de muitos filmes do diretor alemão Wolfgang Petersen. Com distância de dez anos entre cada filme dele que apreciei (Inimigo Meu, de 1985, e Epidemia, de 1995), Tróia acabou se adiantando um pouco, e de forma nenhuma me surpreendeu: eu já esperava um épico de tirar o fôlego, uma produção forte e cativante, como nas velhos histórias de heróis.
Apesar de um pouco cansativo em seus primeiros minutos, logo que o filme é embalado pelas dúvidas e tensões entre seus protagonistas é impossível se desligar da sequência de batalhas, sejam físicas, ou psicológicas, que a trama proporciona.
Especialmente arrebatadora está a atuação de Brad Pitt, como o legendário Aquiles, tanto em seus momentos de sabedoria, dignos de um filósofo grego. Ou de suas habilidades belicosas, dignas de um soldado espartano. Ou ainda de seus renovados dotes físicos, dignos de um deus do Olimpo. De longa data já sou fã notório do sr. Pitt, e devo admitir, ainda que suspeito, que Aquiles é um dos melhores papéis já encarnados pelo ator. Em todos os momentos em que cenas fortes foram necessárias, Pitt soube dosar como ninguém toda sua habilidade de atuação. Os diálogos (ou combates) com Príamo (Peter O'Toole), Breseida (Siri Svegler) e Heitor (Eric Bana) foram os pontos altos do filme, e em todos Brad Pitt estava formidável.
Eric Bana foi uma grande surpresa, pois confesso que não esperava muito do ator que havia encarnado a versão humana do gigante verde babão Hulk anteriormente. Em certos momentos ele foi brilhante e grandioso, fazendo-me lembrar até da atuação de Vigo Mortensen como Aragorn, em Senhor dos Anéis.
E por falar em Senhor dos Anéis, enquanto Sean Bean ficou realmente bom como Ulisses (ou Odisseu), Orlando Bloom foi um fiasco como Páris. Ouvi pessoas dizendo que o papel não era lá essas coisas, mas para o papel do "culpado" pela guerra entre gregos e troianos, Bloom hesitou demais em usar sua capacidade de fazer sentirem pena do garoto inocente e assustado que acredita no amor e no sacrifício. E não soube disfarçar sua extrema intimidade com o arco, adquirida na pele do Príncipe Élfico da Floresta Negra. Ainda posso elogiar muito os papéis de Breseida, Príamo e Agamenon, e dizer que Helena de Tróia estava deplorável, por não ser metade do que deveria ser bonita e por ter o dobro de inexpressividade do que se gostaria.
A produção do filme é impecável e muito bem dirigida, de forma que fatores puramente técnicos não tomaram a frente dos bons atores. O figurino está perfeito, assim como a fotografia está bem dosada e sóbria, algo raro neste momento em Hollywood.

Tróia, trocando em miúdos, realmente possui aquele ar de épico, onde atuações fortes nos levam a navegar por um mundo de histórias grandiosas, cheias de heroísmo e sacrifícios. Acredito que a produção tenha conseguido escapar de muitas falhas comuns no cinema americano atual, especialmente daquela em que os filmes se tornam super produções devido ao dinheiro gasto e ao peso do marketing, ao invés de fazer isso pelo que é mostrado na tela, quando as luzes se apagam.
See Ya
Não posso dizer que tenha gostado de muitos filmes do diretor alemão Wolfgang Petersen. Com distância de dez anos entre cada filme dele que apreciei (Inimigo Meu, de 1985, e Epidemia, de 1995), Tróia acabou se adiantando um pouco, e de forma nenhuma me surpreendeu: eu já esperava um épico de tirar o fôlego, uma produção forte e cativante, como nas velhos histórias de heróis.
Apesar de um pouco cansativo em seus primeiros minutos, logo que o filme é embalado pelas dúvidas e tensões entre seus protagonistas é impossível se desligar da sequência de batalhas, sejam físicas, ou psicológicas, que a trama proporciona.
Eric Bana foi uma grande surpresa, pois confesso que não esperava muito do ator que havia encarnado a versão humana do gigante verde babão Hulk anteriormente. Em certos momentos ele foi brilhante e grandioso, fazendo-me lembrar até da atuação de Vigo Mortensen como Aragorn, em Senhor dos Anéis.
E por falar em Senhor dos Anéis, enquanto Sean Bean ficou realmente bom como Ulisses (ou Odisseu), Orlando Bloom foi um fiasco como Páris. Ouvi pessoas dizendo que o papel não era lá essas coisas, mas para o papel do "culpado" pela guerra entre gregos e troianos, Bloom hesitou demais em usar sua capacidade de fazer sentirem pena do garoto inocente e assustado que acredita no amor e no sacrifício. E não soube disfarçar sua extrema intimidade com o arco, adquirida na pele do Príncipe Élfico da Floresta Negra. Ainda posso elogiar muito os papéis de Breseida, Príamo e Agamenon, e dizer que Helena de Tróia estava deplorável, por não ser metade do que deveria ser bonita e por ter o dobro de inexpressividade do que se gostaria.
A produção do filme é impecável e muito bem dirigida, de forma que fatores puramente técnicos não tomaram a frente dos bons atores. O figurino está perfeito, assim como a fotografia está bem dosada e sóbria, algo raro neste momento em Hollywood.
Tróia, trocando em miúdos, realmente possui aquele ar de épico, onde atuações fortes nos levam a navegar por um mundo de histórias grandiosas, cheias de heroísmo e sacrifícios. Acredito que a produção tenha conseguido escapar de muitas falhas comuns no cinema americano atual, especialmente daquela em que os filmes se tornam super produções devido ao dinheiro gasto e ao peso do marketing, ao invés de fazer isso pelo que é mostrado na tela, quando as luzes se apagam.
See Ya
18.5.04
Limpeza e Faxina
Quando Isso Virar um Blog sem banner superior do Blogger.com, com menu superior alterado, atualizado e incrementado (mas ainda falta a parte dos livros e uma, de filmes, que eu quero colocar).
Apesar da gripe e da dor de garganta e da corisa, eu acho que dei uma bela faxinada por aqui.
Mas o que eu mais quero mostrar mesmo são os três selos de divulgação que eu criei para quem quiser redecorar o link do Quando Isso em seus blogs, ou sempre esperou a chance de ter um banner de seu blog predileto em seu site ou blog. =) Os três estão abaixo. Divirtam-se.
Os códigos para cada um dos botões está no menu superior. A casa agradece a divulgação.
See Ya
PS: podem ser os delírios da febre, mas ando com vontade de organizar um encontro de blogueiros. Alguém por essas paragens se habilita a me ajudar?
Quando Isso Virar um Blog sem banner superior do Blogger.com, com menu superior alterado, atualizado e incrementado (mas ainda falta a parte dos livros e uma, de filmes, que eu quero colocar).
Apesar da gripe e da dor de garganta e da corisa, eu acho que dei uma bela faxinada por aqui.
Mas o que eu mais quero mostrar mesmo são os três selos de divulgação que eu criei para quem quiser redecorar o link do Quando Isso em seus blogs, ou sempre esperou a chance de ter um banner de seu blog predileto em seu site ou blog. =) Os três estão abaixo. Divirtam-se.
Os códigos para cada um dos botões está no menu superior. A casa agradece a divulgação.
See Ya
PS: podem ser os delírios da febre, mas ando com vontade de organizar um encontro de blogueiros. Alguém por essas paragens se habilita a me ajudar?
Assinar:
Postagens (Atom)