Pornô Grafia
Escrever é como fazer sexo. Eu escrevo como faço sexo, embora eu tenha o vocabulário maior em um, e a gramática maior em outro, mesmo que falar em maior, na literatura ou no sexo, seja um campo arriscado.
Eu cortejo as palavras, as levo pra jantar, talvez um cineminha. Peço para que me levem de volta, pois na literatura, como no sexo, eu ando a pé, eu gosto de olhar, de apreciar, de sentir o ar e de imaginar o caminho. Eu ando a pé. E como elas me levam de volta, eu convido pra entrar. Pra conhecer a casa, pra ver de perto de onde sai aquele fogo que eu tenho, tanto na tela como na cama. Depois disso são preliminares, parágrafos, gemidos, onomatopéias, vaivem, argumentos, clímax, clímax, carinhos, pontos finais.
Eu faço sexo como quem escreve, mas não sei de rimas. Não sei versos ou redondilhas, pois não sou poeta. E poetas não fazem sexo como literatura. Fazem amor como poesias. Não levam pra jantar, mas oferecem uma flor e um beijo doce como uma carícia na pele trêmula e quente. Não convidam pra entrar, pois fazem ali mesmo, mostrando que amor, como literatura, não tem lugar certo, nem jeito certo. E depois disso são carícias, versos brancos, sussurros, interjeições, cadência, ritmo, deleite, versos heróicos, paz e rimas.
E há quem escreva como quem trepa, mas não eu, pois pouco entendo de termos e vulgaridades. Jornalistas escrevem como trepam. Chegam e logo querem o texto batido, o pinto metido e logo passam a outros textos e pintos. Não há jantar, como no sexo, mas reuniões, como em bacanais. E depois são só camisinhas, frieza editorial, gritos fingidos, gramática fajuta, penetração, texto seco e reto, gozada, sensacionalismo imbecil, pagamento, clichês.
Eu escrevo como faço sexo. E meu chefe nem desconfia que agora estou dando uma rapidinha.
See Ya
Coisas sérias e não sérias. Ácidas e às vezes doces. E outros comentários, como cinema, comportamento, literatura, etc...
30.1.04
27.1.04
In a darkened room
Acho que nunca vou me esquecer da voz ao telefone me dando o recado que eu nunca gostaria de ouvir.
Nunca vou esquecer do choro covulsivo e abafado por um travesseiro, no quarto de minha mãe.
Nunca vou esquecer das horas de agonia e das tentativas vãs e inocentes de encontrar uma razão para tudo aquilo.
Já se foram dez anos, e mesmo que mais cem tivessem passado diante dos meus olhos, não me esqueceria daquele dia.
Talvez seja minha incapacidade de acreditar que há um lugar melhor, onde anjos te envolvem e bajulam e fazem você rir aquela risada boba, infantil, mas alegre e contagiante.
Talvez tenham sido todas aquelas tardes jogados no sofá, driblando as dificuldades da escola, ao som de Skid Row.
Enfim, nunca vou saber o que você teria feito pra se aproximar de nossa colega, cheio de seu tímido balbucear e se a teria conquistado.
Enfim, ainda hoje não há uma vez sequer em que não me lembro de você quando olho o mar e percebo o quanto gostaria que você ainda estivesse aqui.
Alê, eu guardei sua pasta do Skid, cara! Eu nunca mais a olhei, nunca mais consegui abrí-la.
Eu visitei sua mãe algumas vezes, mas também não consegui! Eu parei de ir lá há uns 8 anos.
Eu já pensei tanto em tudo que poderíamos ter feito juntos que enfim eu acho que entendi melhor a morte e essa vida seca e dura que levamos.
Infelizmente nem todo entendimento do mundo vai te trazer de volta.
Hoje, dez anos depois da sua morte, eu ainda lembro do seu rosto, dos seus olhos, da sua voz, e não esqueço a maior das lições que você me ensinou.
Você me disse uma vez que tínhamos de ser os mais amigos possíveis, pois um dia a vida nos separaria.
Droga!! Por que diabos você tinha de estar tão certo?
Não há alguém de quem eu sinta mais falta hoje do que você, velho amigo!
Descanse em paz, Alexandre Pendl.
Peço perdão aos meus leitores que não gostam de letras de músicas espalhadas pelos blogs, mas está é uma letra muito especial e não poderia deixar de colocá-la aqui.
In A Darkened Room
Skid Row
In a darkened room
Beyond the reach of God's faith
Lies the wounded, the shattered
remains of love betrayed
And the innocense of a child is bought
and sold
In the name of the damned
The rage of the angels left silent
and cold
Forgive me please for I know not
what I do
How can I keep inside the hurt
I know is true
Tell me when the kiss of love
becomes a lie
That bears the scar of sin too deep
To hide behind this fear of running
unto you
Please let there be light
In a darkened room
All the precious times have been put
to rest again
And the smile of the dawn
Brings tainted lust singing my requiem
Can I face the day when I'm tortured
in my trust
And watch it crystalize
While my salvation crumples to dust
Why can't I steer the ship before
it hits the storm
I've fallen to the sea but still
I swim for shore
Tell me when the kiss of love
becomes a lie
That bears the scar of sin too deep
To hide behind this fear of running
unto you
Please let there be light
In a darkened room
See Ya
Acho que nunca vou me esquecer da voz ao telefone me dando o recado que eu nunca gostaria de ouvir.
Nunca vou esquecer do choro covulsivo e abafado por um travesseiro, no quarto de minha mãe.
Nunca vou esquecer das horas de agonia e das tentativas vãs e inocentes de encontrar uma razão para tudo aquilo.
Já se foram dez anos, e mesmo que mais cem tivessem passado diante dos meus olhos, não me esqueceria daquele dia.
Talvez seja minha incapacidade de acreditar que há um lugar melhor, onde anjos te envolvem e bajulam e fazem você rir aquela risada boba, infantil, mas alegre e contagiante.
Talvez tenham sido todas aquelas tardes jogados no sofá, driblando as dificuldades da escola, ao som de Skid Row.
Enfim, nunca vou saber o que você teria feito pra se aproximar de nossa colega, cheio de seu tímido balbucear e se a teria conquistado.
Enfim, ainda hoje não há uma vez sequer em que não me lembro de você quando olho o mar e percebo o quanto gostaria que você ainda estivesse aqui.
Alê, eu guardei sua pasta do Skid, cara! Eu nunca mais a olhei, nunca mais consegui abrí-la.
Eu visitei sua mãe algumas vezes, mas também não consegui! Eu parei de ir lá há uns 8 anos.
Eu já pensei tanto em tudo que poderíamos ter feito juntos que enfim eu acho que entendi melhor a morte e essa vida seca e dura que levamos.
Infelizmente nem todo entendimento do mundo vai te trazer de volta.
Hoje, dez anos depois da sua morte, eu ainda lembro do seu rosto, dos seus olhos, da sua voz, e não esqueço a maior das lições que você me ensinou.
Você me disse uma vez que tínhamos de ser os mais amigos possíveis, pois um dia a vida nos separaria.
Droga!! Por que diabos você tinha de estar tão certo?
Não há alguém de quem eu sinta mais falta hoje do que você, velho amigo!
Descanse em paz, Alexandre Pendl.
Peço perdão aos meus leitores que não gostam de letras de músicas espalhadas pelos blogs, mas está é uma letra muito especial e não poderia deixar de colocá-la aqui.
In A Darkened Room
Skid Row
In a darkened room
Beyond the reach of God's faith
Lies the wounded, the shattered
remains of love betrayed
And the innocense of a child is bought
and sold
In the name of the damned
The rage of the angels left silent
and cold
Forgive me please for I know not
what I do
How can I keep inside the hurt
I know is true
Tell me when the kiss of love
becomes a lie
That bears the scar of sin too deep
To hide behind this fear of running
unto you
Please let there be light
In a darkened room
All the precious times have been put
to rest again
And the smile of the dawn
Brings tainted lust singing my requiem
Can I face the day when I'm tortured
in my trust
And watch it crystalize
While my salvation crumples to dust
Why can't I steer the ship before
it hits the storm
I've fallen to the sea but still
I swim for shore
Tell me when the kiss of love
becomes a lie
That bears the scar of sin too deep
To hide behind this fear of running
unto you
Please let there be light
In a darkened room
See Ya
25.1.04
Oscilações variantes instáveis de natureza duvidosa
Já não bastasse minha completa incapacidade de manter organizados meus pensamentos a tempo de conseguir repassá-los para o blog, um mal de natureza elétrica e de gosto duvidoso tomou conta da minha vida virtual.
Aqui em casa, alguma anomalia ainda não catalogada está gerando pulsos instáveis e oscilantes de energia, que misteriosamente não são estabilizados pelo (óbvio) estabilizador. A despeito de isso parecer mais um enredo de episódio de Jornada nas Estrelas, o súbito mal faz com que meu computador trave e eu tenha de desligá-lo diretamente no botão.
Portanto, até que eu resolva este inconveniente técnico, além de ter minhas idéias interrompidas por torrentes neuroquímicas instáveis, eu aind
Já não bastasse minha completa incapacidade de manter organizados meus pensamentos a tempo de conseguir repassá-los para o blog, um mal de natureza elétrica e de gosto duvidoso tomou conta da minha vida virtual.
Aqui em casa, alguma anomalia ainda não catalogada está gerando pulsos instáveis e oscilantes de energia, que misteriosamente não são estabilizados pelo (óbvio) estabilizador. A despeito de isso parecer mais um enredo de episódio de Jornada nas Estrelas, o súbito mal faz com que meu computador trave e eu tenha de desligá-lo diretamente no botão.
Portanto, até que eu resolva este inconveniente técnico, além de ter minhas idéias interrompidas por torrentes neuroquímicas instáveis, eu aind
22.1.04
Tanto e tão pouco
Ando com muitas idéias pra postar aqui (sim, sim, Milkman, isso inclui a história do Burning Topolino, hehehe), mas sinceramente sem qualquer paciência de sentar e escrever. Algo estranho anda se passando comigo. Acho que nunca na minha vida usei tanto processamento do meu cérebro. Às vezes minha cabeça chega a doer, como agora.
Ultimamente tenho passado algum tempo olhando para espaços vazios. Telas em branco, páginas em branco. Quando faço isso estou, na verdade, procurando meu [Ctrl + Alt + Del]. Preciso desligar, urgentemente. Minha cabeça anda funcionando tanto, que qualquer música do Atari Tennage Riot parece bossa nova pra mim. Anda numa rotação tão alta, que se um filme tiver mais de 30 minutos, se um post tiver mais de 10 minutos de tempo pra elaborar, não vale a pena.
Estou ficando crítico demais, cético demais, rápido demais, e isso está me assustando demais. Demais, né? Eu também acho. Minha psicóloga já me disse que minha neuroquímica é muito violenta, e que tenho que cuidar disso no futuro. Minhas chances de morrer devido a um derrame, na velhice, são enormes. Sei que é impossível, mas eu sinto como se pudesse ver e sentir cada sinapse no meu córtex agora. Meu córtex deve estar apertado na minha cabeça. Informação demais, pensamentos demais. Estou ficando cego com o ruído.
Eu só queria, agora, poder fazer um dumping da minha cabeça pra algum aparelho externo. Fazer uma faxina, reorganizar e só então colocar de volta na minha cabeça.
See Ya
Ando com muitas idéias pra postar aqui (sim, sim, Milkman, isso inclui a história do Burning Topolino, hehehe), mas sinceramente sem qualquer paciência de sentar e escrever. Algo estranho anda se passando comigo. Acho que nunca na minha vida usei tanto processamento do meu cérebro. Às vezes minha cabeça chega a doer, como agora.
Estou ficando crítico demais, cético demais, rápido demais, e isso está me assustando demais. Demais, né? Eu também acho. Minha psicóloga já me disse que minha neuroquímica é muito violenta, e que tenho que cuidar disso no futuro. Minhas chances de morrer devido a um derrame, na velhice, são enormes. Sei que é impossível, mas eu sinto como se pudesse ver e sentir cada sinapse no meu córtex agora. Meu córtex deve estar apertado na minha cabeça. Informação demais, pensamentos demais. Estou ficando cego com o ruído.
Eu só queria, agora, poder fazer um dumping da minha cabeça pra algum aparelho externo. Fazer uma faxina, reorganizar e só então colocar de volta na minha cabeça.
See Ya
21.1.04
Não tem porque acabou
Estão afim de ler alguma história engraçada e irônica? Ou algum comentário crítico e ácido como suco de limão? Ou algum texto pra chocar seu cérebro e colocar a mente pra pensar na porrada?
Pois é, hoje não tem.
Vão ler os Malvados e não me encham o saco!!!
See Ya
Estão afim de ler alguma história engraçada e irônica? Ou algum comentário crítico e ácido como suco de limão? Ou algum texto pra chocar seu cérebro e colocar a mente pra pensar na porrada?
Pois é, hoje não tem.
Vão ler os Malvados e não me encham o saco!!!
See Ya
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