Aninha
Aninha gosta mesmo de fazer tipo. O tipo que se esfrega em mim até meu pau quase estourar, e que com a maior cara lavada do mundo puxa meu braço pra longe quando eu vou babando agarrar e apertar aqueles seios maravilhosos dela. E ainda pergunta, quase surpresa, por que eu não estou com sono.
Ah, Aninha! Quantas vezes você já me deixou na cama, de manhã, pensando somente e somente em me agarrar às suas coxas e morder, de boca cheia, sua bunda? Quantas vezes, no banho, depois de dormir contigo, eu não toquei uma punheta estranha, com tesão e frustração, enquanto você preparava, com sua cara de inocente, café na cozinha?
Com você as coisas sempre são uma montanha russa. Em alguns dias eu até posso te tocar, te dar prazer, te encher de tesão e te fazer gozar na minha boca ávida por você. Esfrego-me em você como se fosse a última vez, porque pode mesmo ser. Amanhã quem poderia adivinhar o que seria? Talvez nem um beijo eu ganhe, ou talvez só possa pegar na sua mão, e quando você quiser e deixar.
Mas um dia Aninha, eu vou cansar. Cansar de esperar e de deixar as cartas na sua mão. Quando você tentar tirar minhas loucas mãos de você, eu vou deixar, e vou arrastar sua mão direto praquele lugar que você está querendo tanto, mas está fazendo tipo. E vou te pegar e te fazer ver estrelas, arfejar e gemer até suar tanto que vai parecer uma fornalha prestes a explodir. Vou te agarrar e te apertar contra o colchão e contra a parede e contra o chão. Você vai sentir cada segundo que passou fazendo tipo, Aninha, ah vai! E vai gostar!
E depois de gozar como uma louca e ficar toda ensopada do seu suor e do meu gozo, eu vou te deixar no colchão, procurando por um pouco de ar e um pouco de sanidade e razão, pensando, sem saber responder, em porque você não deu antes pra mim.
See Ya
Coisas sérias e não sérias. Ácidas e às vezes doces. E outros comentários, como cinema, comportamento, literatura, etc...
19.8.06
15.8.06
Não ouça meus conselhos
Seja sarcástico. O máximo que você puder ou aguentar. Faça piadas mórbidas e de gosto duvidoso. Não deixe nada passar em branco. Critique sarcasticamente desde a forma de seu chefe conduzir reuniões até o manquinho ou o mendigo que trombar com você na rua na hora do almoço.
Seja egoísta. O que é melhor pra você é melhor pros outros. Se não for melhor pros outros, foda-se: continua sendo melhor pra você. Só deixe uma pessoa terminar de expôr uma idéia se perceber que esta idéia é boa pra você. Não dê caronas. Nunca.
Incite a discórdia. Incentive a política do "pé-na-porta", dizendo com calma e parcimônia que as pessoas devem exagerar, tomar seus caminhos e depois se virarem com as consequências, normalmente jogando a culpa em outras pessoas, ou as incitando a criarem discórdia também.
Alimente a desinformação. Não minta, mas não diga a verdade. Não discorde, mas concorde com ressalvas. Não omita, abarrote de informações que dão muito trabalho pra analisar. Seja sincero e direto e pareça sensato, quando disser absurdos. Diga absurdos com frequência, dessa maneira.
Seja competente. Não faça o seu melhor, mas faça o suficiente pra ser melhor que os outros a sua volta. Não conte vantagem, mas indique pontos em que você pode dizer: "não recebi resposta alguma de fulano".
Bata, bata à vontade. Distribua patadas em certos dias e ocasiões, deixando o ambiente tenso e desconfortável. Eventualmente arrume um parceiro pra bater de verdade mesmo, alguém com quem você possa trocar socos e sair dando risada.
Destrua algo todo dia. Pode ser uma idéia, um pensamento, um projeto, uma pessoa, um apessoa fraca e indefesa, uma placa de trãnsito, um bem de outra pessoa, ou um bem próprio. Quebre sem chance de consertos e faça as pessoas terem pena do que for destruido, mesmo que pra isso odeiem você.
See ya
Seja sarcástico. O máximo que você puder ou aguentar. Faça piadas mórbidas e de gosto duvidoso. Não deixe nada passar em branco. Critique sarcasticamente desde a forma de seu chefe conduzir reuniões até o manquinho ou o mendigo que trombar com você na rua na hora do almoço.
Seja egoísta. O que é melhor pra você é melhor pros outros. Se não for melhor pros outros, foda-se: continua sendo melhor pra você. Só deixe uma pessoa terminar de expôr uma idéia se perceber que esta idéia é boa pra você. Não dê caronas. Nunca.
Incite a discórdia. Incentive a política do "pé-na-porta", dizendo com calma e parcimônia que as pessoas devem exagerar, tomar seus caminhos e depois se virarem com as consequências, normalmente jogando a culpa em outras pessoas, ou as incitando a criarem discórdia também.
Alimente a desinformação. Não minta, mas não diga a verdade. Não discorde, mas concorde com ressalvas. Não omita, abarrote de informações que dão muito trabalho pra analisar. Seja sincero e direto e pareça sensato, quando disser absurdos. Diga absurdos com frequência, dessa maneira.
Seja competente. Não faça o seu melhor, mas faça o suficiente pra ser melhor que os outros a sua volta. Não conte vantagem, mas indique pontos em que você pode dizer: "não recebi resposta alguma de fulano".
Bata, bata à vontade. Distribua patadas em certos dias e ocasiões, deixando o ambiente tenso e desconfortável. Eventualmente arrume um parceiro pra bater de verdade mesmo, alguém com quem você possa trocar socos e sair dando risada.
Destrua algo todo dia. Pode ser uma idéia, um pensamento, um projeto, uma pessoa, um apessoa fraca e indefesa, uma placa de trãnsito, um bem de outra pessoa, ou um bem próprio. Quebre sem chance de consertos e faça as pessoas terem pena do que for destruido, mesmo que pra isso odeiem você.
See ya
5.8.06
Conversas que podem não ter acontecido
Ele: eu já estava dormindo há uma hora e meia, no escritório.
O outro: caramba!
Ele: só acordei quando meu pau me tocou!
O outro: o que??
Ele: só acordei quando meu Palm tocou!!
O outro: ah...
***
Ele: não queria ser indiscreto, mas preciso perguntar uma coisa.
Ela: o que?
Ele: você engole ou cospe?
Ela: bem, normalmente engulo. É a melhor forma de não se sentir vazia depois do sexo.
Ele: ah...
See Ya
Ele: eu já estava dormindo há uma hora e meia, no escritório.
O outro: caramba!
Ele: só acordei quando meu pau me tocou!
O outro: o que??
Ele: só acordei quando meu Palm tocou!!
O outro: ah...
Ele: não queria ser indiscreto, mas preciso perguntar uma coisa.
Ela: o que?
Ele: você engole ou cospe?
Ela: bem, normalmente engulo. É a melhor forma de não se sentir vazia depois do sexo.
Ele: ah...
See Ya
21.7.06
Retiro de fim de semana
Viver num retiro de fim de semana é foda. Isso não é vida que se queira, imagino eu. Mas sempre tem alguém pra passar a mão na sua cabeça e dizer que amanhã o sol vai nascer de novo e tudo vai estar bem.
Já ouvi gente dizer que embora não se seja espiritualizado, acredita que "no final tudo vai dar certo". Isso certamente é viver num retiro de fim de semana, onde no final do dia todos se encontrarão ao redor da fogueira e cantarão juntos músicas do Legião.
E não estou falando das já tão citadas máscaras dessa vez.
A questão toda é o conforto.
Complicado? Nem. Complicado não é. Olhe em volta e veja o tanto de coisas que já foram feitas, e vc vai entender que não é complicado.
Por que só uma parcela ínfima das pessoas são tão boas no que fazem a ponto de serem inovadoras?
Conforto.
Por conta disso é que milhões morrem sem ter vivido sequer um dia, porque talvez tenhamos entendido em algum ponto da evolução que conforto resolve, quando na verdade ele só nos ajuda a encostar e engordar feitos porcos. Pense no que te separa deles. Não é cérebro, não é QI, não é uma quantidade X de genes.
Nem diria que é a excentricidade, mas o fato é que alguma coisa ainda me (nos) impede de sermos inovadores e com isso mudar a face de algo nas nossas vidas e nas dos outros.
ISSO NÃO É UM RETIRO DE FIM DE SEMANA.
Aqui sou só um texto e só significo uma vontade de fazer algo. Mas você pode pegar isso, essa idéia e ganhar um norte, um caminho, um rumo. Mas aí é com você. Ou comigo. Você entendeu.
See Ya
PS: este post eu dedico a todos que me apoiam nas minhas decisões e que não tem culpa se no fim eu me estrepo ou não.
Viver num retiro de fim de semana é foda. Isso não é vida que se queira, imagino eu. Mas sempre tem alguém pra passar a mão na sua cabeça e dizer que amanhã o sol vai nascer de novo e tudo vai estar bem.
Já ouvi gente dizer que embora não se seja espiritualizado, acredita que "no final tudo vai dar certo". Isso certamente é viver num retiro de fim de semana, onde no final do dia todos se encontrarão ao redor da fogueira e cantarão juntos músicas do Legião.
E não estou falando das já tão citadas máscaras dessa vez.
A questão toda é o conforto.
Complicado? Nem. Complicado não é. Olhe em volta e veja o tanto de coisas que já foram feitas, e vc vai entender que não é complicado.
Por que só uma parcela ínfima das pessoas são tão boas no que fazem a ponto de serem inovadoras?
Conforto.
Por conta disso é que milhões morrem sem ter vivido sequer um dia, porque talvez tenhamos entendido em algum ponto da evolução que conforto resolve, quando na verdade ele só nos ajuda a encostar e engordar feitos porcos. Pense no que te separa deles. Não é cérebro, não é QI, não é uma quantidade X de genes.
Nem diria que é a excentricidade, mas o fato é que alguma coisa ainda me (nos) impede de sermos inovadores e com isso mudar a face de algo nas nossas vidas e nas dos outros.
ISSO NÃO É UM RETIRO DE FIM DE SEMANA.
Aqui sou só um texto e só significo uma vontade de fazer algo. Mas você pode pegar isso, essa idéia e ganhar um norte, um caminho, um rumo. Mas aí é com você. Ou comigo. Você entendeu.
See Ya
PS: este post eu dedico a todos que me apoiam nas minhas decisões e que não tem culpa se no fim eu me estrepo ou não.
14.7.06
Nunca lá (Never there)
Muito antes de perdê-la nada fazia mais sentido. Achei mesmo que as coisas melhorariam quando eu tivesse partido. Hoje não acredito nem que teriam melhorado se eu tivesse ficado. Nunca a culpei por isso e nunca vou culpar. Ela nunca teve culpa por eu não saber lidar com nada e não me adaptar - ou pertencer - ao mundo em que vivo. Nunca foi verdade que eu não acreditava em nada. Eu acreditava em mim. Todos precisam de um Deus, e o meu, como todos os outros, falhou, e jogou minha crença na lama, pisou nela e a afogou na água suja.
Desde então eu sou um espectro do que já fui. Sou apático e indiferente. As coisas que fiz no último ano, exceto por uma, não foram decisão minha. Tenha um carro, construa algo, volte a estudar, tenha um relacionamento, troque de emprego, alugue uma casa. De quem diabos foram essas idéias? Minhas não foram, disso eu sei. A merda de conhecer gente que te conhece tão bem é que as decisões deles acabam parecendo com as suas. Mentira deslavada. Nenhuma dessas decisões são sequer parecidas com as minhas. Mas eu não sei qual seriam as minhas, mesmo porque isso não faz a menor diferença agora. Eu não faço nenhuma diferença.
Convencer-se da própria pequenez e insignificância é visto com bons olhos só no enterro dos outros, quando damos de cara com nossa fragilidade, impotência e estupidez. No resto do tempo é bobo e infantil, ou é doentio, motivo de dó, pena, descaso e ignorância. Bem, eu estou convencido. Convencido de que nada disso vale a pena - nem mesmo acertar um tiro na própria cabeça ou me jogar nos trilhos do metrô. Convencido de que nunca fiz e nunca vou fazer diferença em porra nenhuma. Convencido de que se por algum motivo - qual seria mesmo? - eu cair morto aqui ao lado do teclado agora, não terá feito nenhuma diferença, não terá sido nada, como sempre nada foi. Pessoas sofrerão, sim. Mas elas sofrerão do mesmo modo, comigo vivo ou morto, aqui do lado ou cavando gelo na Sibéria.
Não, eu não quero morrer. Não, eu não quero viver. Não, eu não quero não-existir. Não, eu não quero nada. Querer está além de mim, agora. Agora e sempre. Um cadáver com ATP demais na musculatura, que cansou de se enganar sobre as coisas e sobre o livre arbítrio. Que, enjoado com a própria bile, segue aceitando idéias e desejos e quereres dos outros, apenas pra não ficar ouvindo a mesma ladainha sobre porque ele deveria fazer certas coisas.
E assim será. Bem vindo a idade adulta, eu ainda ouço, ecoando aqui dentro. Obrigado. E cortem o papo de se ajudar, procurar ajuda ou se cuidar mais. Se essa é a vida adulta, vamos tratá-la como tal: eu finjo tomar decisões e saber o que estou fazendo, as coisas fingem sentirem o efeito disso. Ninguém mete o bedelho. Fim de papo.
See ya
Muito antes de perdê-la nada fazia mais sentido. Achei mesmo que as coisas melhorariam quando eu tivesse partido. Hoje não acredito nem que teriam melhorado se eu tivesse ficado. Nunca a culpei por isso e nunca vou culpar. Ela nunca teve culpa por eu não saber lidar com nada e não me adaptar - ou pertencer - ao mundo em que vivo. Nunca foi verdade que eu não acreditava em nada. Eu acreditava em mim. Todos precisam de um Deus, e o meu, como todos os outros, falhou, e jogou minha crença na lama, pisou nela e a afogou na água suja.
Desde então eu sou um espectro do que já fui. Sou apático e indiferente. As coisas que fiz no último ano, exceto por uma, não foram decisão minha. Tenha um carro, construa algo, volte a estudar, tenha um relacionamento, troque de emprego, alugue uma casa. De quem diabos foram essas idéias? Minhas não foram, disso eu sei. A merda de conhecer gente que te conhece tão bem é que as decisões deles acabam parecendo com as suas. Mentira deslavada. Nenhuma dessas decisões são sequer parecidas com as minhas. Mas eu não sei qual seriam as minhas, mesmo porque isso não faz a menor diferença agora. Eu não faço nenhuma diferença.
Convencer-se da própria pequenez e insignificância é visto com bons olhos só no enterro dos outros, quando damos de cara com nossa fragilidade, impotência e estupidez. No resto do tempo é bobo e infantil, ou é doentio, motivo de dó, pena, descaso e ignorância. Bem, eu estou convencido. Convencido de que nada disso vale a pena - nem mesmo acertar um tiro na própria cabeça ou me jogar nos trilhos do metrô. Convencido de que nunca fiz e nunca vou fazer diferença em porra nenhuma. Convencido de que se por algum motivo - qual seria mesmo? - eu cair morto aqui ao lado do teclado agora, não terá feito nenhuma diferença, não terá sido nada, como sempre nada foi. Pessoas sofrerão, sim. Mas elas sofrerão do mesmo modo, comigo vivo ou morto, aqui do lado ou cavando gelo na Sibéria.
Não, eu não quero morrer. Não, eu não quero viver. Não, eu não quero não-existir. Não, eu não quero nada. Querer está além de mim, agora. Agora e sempre. Um cadáver com ATP demais na musculatura, que cansou de se enganar sobre as coisas e sobre o livre arbítrio. Que, enjoado com a própria bile, segue aceitando idéias e desejos e quereres dos outros, apenas pra não ficar ouvindo a mesma ladainha sobre porque ele deveria fazer certas coisas.
E assim será. Bem vindo a idade adulta, eu ainda ouço, ecoando aqui dentro. Obrigado. E cortem o papo de se ajudar, procurar ajuda ou se cuidar mais. Se essa é a vida adulta, vamos tratá-la como tal: eu finjo tomar decisões e saber o que estou fazendo, as coisas fingem sentirem o efeito disso. Ninguém mete o bedelho. Fim de papo.
See ya
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