Querer acreditar
Um grande amigo me disse, ainda hoje algo interessante e verdadeiero sobre ser inocente e ser enganado: "às vezes a gente só quer acreditar". É verdade. Infelizmente nem isso resta.
Existem pessoas que vivem para, e apenas para, negociar com a esperança alheia. Para enganar e extorquir aquelas pessoas que não tem mais condições, ou se deixam levar por um momento de devaneio, ou ainda estão cansadas do esquema trabalho-casa-salário-pagar_contas_atrasadas-banco_no_vermelho-tentar_ser_feliz_vendo_novela. É triste e irritante e é verdade.
Dentro deste tipo de pessoa se encaixam todo tipo de "bons moços e moças", sempre dispostos a judar e a animar e a ser agradável, até que você se volte contra um deles. Então eles assumem suas caras enrugadas e malévolas, tal qual um velho Hobbit diante do Um. Pastores, políticos, corretores de imóveis, assessores empresariais, headhunters, spammers, etc...
É incrível como há pessoas que tem como emprego enganar o outro e tornar suas vidas mais miseráveis. Tirar dos desesperançados toda a (pouca) força que este tem pra levantar e seguir. Eles fazem com que você não queira se levantar no dia seguinte para procurar um emprego. Fazem você não querer orar para um Deus vão e caríssimo. Fazem você não tentar consertar um país através do voto. Fazem você se sentar e escrever um post como esse ao invés de falar da chegada da primavera, ou fazer uma crítica de um ótimo filme.
Há tempos estou bolando um post, que hoje ganha mais um aval positivo para pular do meu cérebro para a tela do computador. Hoje eu percebi claramente e senti na pele o que é estar sem esperanças. Sem vontade de olhar pra frente ou voltar pra casa. Pronto pra pegar um taco de baseball (ou uma Calibre 12) e ir pro cinema (ou pra Avenida Paulista, 2001 - 12º Andar) se divertir um pouco. Enfim, acho que hoje eu fui inocente. Hoje eu quis acreditar. Hoje eu tomei no cu.
Depois eu volto.
See Ya
Coisas sérias e não sérias. Ácidas e às vezes doces. E outros comentários, como cinema, comportamento, literatura, etc...
23.9.03
22.9.03
The Fly Version
Olá, leitor do Quando Isso Virar um Blog. Talvez você já tenha percebido que algumas mudanças ocorreram por aqui.
Na verdade é a primeira etapa de uma série de mudanças que vão passar por aqui até o final do ano. A primeira, o layout, é a mais clara e evidente. Aproveite-a. Use e abuse do início da nova versão do blog. E dê sua opinião. Todo mundo que deixar algum comentário (quando eles estiverem disponíveis) neste post irá concorrer a um prêmio do Quando Isso no final do ano. Um presente (é sério) de Natal deste abobalhado blogueiro para seu fiel e insistente público.
Mas hoje não tenho um post, propriamente dito. Olhem ao redor, mexam e procurem por tudo com que possam interagir. Bom divertimento.
See Ya
Olá, leitor do Quando Isso Virar um Blog. Talvez você já tenha percebido que algumas mudanças ocorreram por aqui.
Na verdade é a primeira etapa de uma série de mudanças que vão passar por aqui até o final do ano. A primeira, o layout, é a mais clara e evidente. Aproveite-a. Use e abuse do início da nova versão do blog. E dê sua opinião. Todo mundo que deixar algum comentário (quando eles estiverem disponíveis) neste post irá concorrer a um prêmio do Quando Isso no final do ano. Um presente (é sério) de Natal deste abobalhado blogueiro para seu fiel e insistente público.
Mas hoje não tenho um post, propriamente dito. Olhem ao redor, mexam e procurem por tudo com que possam interagir. Bom divertimento.
See Ya
14.9.03
Prelúdio
Eu sou mais uma daquelas criaturas que todos ignoram. Até não ignorarem mais. Sou como sua pior doença, da qual você só se lembra quando lhe faltam forças.
Nunca sou apreciada, agraciada. Ou sequer sobre mim são feitos comentários construtivos.
Alguns temem minha presença e absolutamente ninguém me olha nos olhos.
Mas não me tomem por inofensiva, fraca, frágil.
Você me olha de um patamar que não existe, esquecendo-se de que, embora eu não viva mais do que o tempo de algumas centenas de batidas do seu coração, o legado que posso deixar pode devastar sua vida.
Vou me alimentar do seu sangue, pisar sobre suas feridas e defecar em sua boca; suas fezes serão meu banquete e desse banquete nova vida, pútrida, fétida e inexorável, nascerá.
E vou tirar seu sono, fazendo você ouvir meu canto. E vou caminhar sobre seu corpo adormecido e sobre ele reinar absoluta. E antes que você possa levantar sua pesada mão eu vou estar longe, pronta para observar o caos, a chagas, a tristeza e a apatia se abaterem sobre sua desprezível vida. E sentir brilhar em meus olhos milhares de reflexos de seu corpo se contorcendo, tentando imaginar quais pecados cometeu para merecer tamanho suplício. Mas fui eu. Apenas eu, a causadora de tudo.
Do caos, eu sou a encarnação.
Do fétido, eu sou a usurpadora.
Da morte, eu sou a mensageira.
Da doença, eu sou a mãe.
Da insignificância, eu sou a filha.
E deste blog eu sou o símbolo.
Os dias estão numerados.
See Ya
Eu sou mais uma daquelas criaturas que todos ignoram. Até não ignorarem mais. Sou como sua pior doença, da qual você só se lembra quando lhe faltam forças.
Nunca sou apreciada, agraciada. Ou sequer sobre mim são feitos comentários construtivos.
Alguns temem minha presença e absolutamente ninguém me olha nos olhos.
Mas não me tomem por inofensiva, fraca, frágil.
Você me olha de um patamar que não existe, esquecendo-se de que, embora eu não viva mais do que o tempo de algumas centenas de batidas do seu coração, o legado que posso deixar pode devastar sua vida.
Vou me alimentar do seu sangue, pisar sobre suas feridas e defecar em sua boca; suas fezes serão meu banquete e desse banquete nova vida, pútrida, fétida e inexorável, nascerá.
E vou tirar seu sono, fazendo você ouvir meu canto. E vou caminhar sobre seu corpo adormecido e sobre ele reinar absoluta. E antes que você possa levantar sua pesada mão eu vou estar longe, pronta para observar o caos, a chagas, a tristeza e a apatia se abaterem sobre sua desprezível vida. E sentir brilhar em meus olhos milhares de reflexos de seu corpo se contorcendo, tentando imaginar quais pecados cometeu para merecer tamanho suplício. Mas fui eu. Apenas eu, a causadora de tudo.
Do caos, eu sou a encarnação.
Do fétido, eu sou a usurpadora.
Da morte, eu sou a mensageira.
Da doença, eu sou a mãe.
Da insignificância, eu sou a filha.
E deste blog eu sou o símbolo.
Os dias estão numerados.
See Ya
3.9.03
Comentar de cu é rola!!!
O que eu poderia dizer? Retiro tudo o que eu disse. Agora sim, o Comentar está perfeito.
Ahhh chega, né?
O Comentar está fora do ar de novo.
Que bosta!! Um sistema tão bom começar a cagar de repente. Porra, Daniel, faz uma merda de um plano pago pra sustentar teu site!!!
Vou procurar outro sistema. Depois eu volto!
See Ya
O que eu poderia dizer? Retiro tudo o que eu disse. Agora sim, o Comentar está perfeito.
O Comentar está fora do ar de novo.
Que bosta!! Um sistema tão bom começar a cagar de repente. Porra, Daniel, faz uma merda de um plano pago pra sustentar teu site!!!
Vou procurar outro sistema. Depois eu volto!
See Ya
Síntese
Há muito descobri que eu era ator. Independente do que eu fizesse em minha vida, eu seria um ator. Um ser que precisa viver com intensidade todas as experiências de uma vida. De paixões arrebatadoras a situações encardidas e miseráveis. De perigos e felicidades extremas a pífios momentos de estagnação e idiotismo. De aventuras heróicas a mortes trágicas prenunciadas por bruxas ou espíritos.
Muito cedo descobri que meu lugar eram os palcos dos teatros e da vida. E de diversas formas já havia encontrado maneiras de expressar isso. Hoje encontrei uma das mais sublimes expressões disso, disfarçada na voz tranquila, mas certeira de Carl Jung:
"O artista não é uma pessoa dotada de livre arbítrio que persegue seus próprios objetivos, mas alguém que permite à Arte realizar seus propósitos através dele. Como ser humano, ele pode ter humores, desejos e metas próprias, mas como Artista ele é "homem"num sentido mais sublime - ele é um homem coletivo - alguém que carrega e molda a vida psíquica inconsciente da humanidade." - Jung, 1933.
See Ya
PS: não tenho tido muito tempo de escrever, mas estou gradualmente preparando toda uma série de posts. Fiquem com este rascunho acima e com posts antigos por enquanto. Aplaquem suas curiosidades, pois sua fome não é de formas, e sim de saberes.
Há muito descobri que eu era ator. Independente do que eu fizesse em minha vida, eu seria um ator. Um ser que precisa viver com intensidade todas as experiências de uma vida. De paixões arrebatadoras a situações encardidas e miseráveis. De perigos e felicidades extremas a pífios momentos de estagnação e idiotismo. De aventuras heróicas a mortes trágicas prenunciadas por bruxas ou espíritos.
Muito cedo descobri que meu lugar eram os palcos dos teatros e da vida. E de diversas formas já havia encontrado maneiras de expressar isso. Hoje encontrei uma das mais sublimes expressões disso, disfarçada na voz tranquila, mas certeira de Carl Jung:
"O artista não é uma pessoa dotada de livre arbítrio que persegue seus próprios objetivos, mas alguém que permite à Arte realizar seus propósitos através dele. Como ser humano, ele pode ter humores, desejos e metas próprias, mas como Artista ele é "homem"num sentido mais sublime - ele é um homem coletivo - alguém que carrega e molda a vida psíquica inconsciente da humanidade." - Jung, 1933.
See Ya
PS: não tenho tido muito tempo de escrever, mas estou gradualmente preparando toda uma série de posts. Fiquem com este rascunho acima e com posts antigos por enquanto. Aplaquem suas curiosidades, pois sua fome não é de formas, e sim de saberes.
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