12.4.03

Distraido é a mãe!!!!

Quando isso virar um blog eu vou trocar de óculos. Ou de cérebro, sei lá.

Lá estava eu saindo do Shopping Pátio Higienópolis, quase dez da noite. Eu me dirigia a um caixa eletrônico do Itáu, na Av. Higienópolis mesmo, um pouco antes do shopping.

Tá certo, podem chamar de nerd, mas eu estava pensando em como o lançamento do livro da Daniela estava legal, e já tentava formular em minha cabeça o post que coloquei no ar agora pouco (aí embaixo).

E entre este pensar e o comtemplar um pouco da agitada noite de Sampa, eu percebi que estava prestes a passar por baixo de um ponto de taxi, já deserto àquela hora. Um daqueles pontos que ficam embaixo de algumas árvores e que possuem um telhadinho. Naturalmente, me concentrei a frente do meu caminho e fui... fui pro chão.

Não é que entre duas das vigas que sustentavam o telhadinho havia um banco de madeira? Na verdade uma viga de madeira na horizontal, à altura dos joelhos, com uma dobradiça que permitia que fosse erguida e tirada do caminho. É. Mas ela estava abaixada, claro! Não me lembro do segundo exato após o tombo (certamente meu joelho direito lembra muito mais nitidamente), mas quando dei por mim, estava no chão e ouvi uma transeunte comentar "Nossa, que susto!", com sua companhia.

Preciso dizer uma coisa: eu não agüento ver pessoas caindo. Velhas, jovens, sadias, doentes, por distração, no chão, na lama, na água, sentado, de barriga para cima. Não importa. Eu simplesmente começo a rir e não consigo mais parar. E isso também inclui situações onde eu sou o acidentado.

Portanto, depois de levar um homérico tombo na Av. Higienópolis, eu levantei, quase enfartando de tanto rir e entre gargalhadas retruquei para a tal transeunte: "Você se assustou? Imagine eu, então. Nem sei onde estava com a cabeça.". E saí andando, torto como Jerry Lewis e rindo como um maluco. E então estaquei, percebendo que estava de frente para o Caixa Eletrônico.

Subi os degraus mancando e entrei na "casinha". Muito me espanta não terem chamado a ambulância do manicômio. Ou a carrocinha, sei lá.

See Ya
A nova arte de escrever

Parece só mais um site na internet. Mas não é.

Quem ainda não se envolveu nisso não consegue perceber a arte mais uma vez renascendo, os talentos e valores sendo resgatados e surgindo em meio a tantas páginas e portais e serviços. Não consegue entender de onde vem a força dessa arte e quem são seus perpretadores.

Blogs. O nome surgiu de web log, que significa registro, mais especificamente um registro colocado na rede, a Internet. Mas nem de longe são simples registros. É muito mais do que isso.

Obviamente existem Blogs ruins, de qualidade pouco comprovada, que vivem de copiar e colar informações, estilos e layouts de outros Blogs. Há também os diários, onde pessoas registram passo a passo o que fizeram em seus dias: acordei - fiz cocô - fui pra escola - vi aquela mina gostosa - almocei - fiz mais cocô - assisti tv a tarde toda - cocei o sako - escrevi esta porcaria. Deu pra entender, né?

Mas certamente há os Blogs que são incríveis de ler. Blogs que te prendem, te emocionam, te fazem rir e muito, e às vezes chorar também. Alguns deles me fazem lembrar das aulas de literatura, quando a professora falava sobre os panfletos e folhetins que foram, durante muito tempo, a forma mais comum de se contar fatos e histórias. As pessoas ficavam ansiosas e se acotovelavam para conseguir seu folhetim com o novo capítulo da história, as principais notícias, a poesia da semana.

Felizmente hoje conseguimos superar, em partes, a hora de nos acotovelarmos. Sento aqui em minha cadeira, de frente para o computador e posso me deleitar com essa nova/velha arte de escrever. Acompanhar histórias intrigantes ou engraçadas, felizes ou tristes, e experimentar o sabor de ler as idéias ainda frescas, tintas que ainda estariam molhadas se fossem deitadas sobre o papel, saídas diretamente das mentes dessa nova geração de ótimos escritores que na Internet, e também fora dela, estamos vendo nascer.

Sinceramente espero que isso inspire as pessoas a lerem mais e criarem mais. Os nossos "blogueiros" estão nos ensinando, todo dia, que todos nós podemos criar e dividir essa criação com o mundo, e o mundo lá fora só tem a contribuir com todo o repertório para que possamos criar.

Boa sorte a todos, que como eu, estão se aventurando por essa nova forma de expressar nossas opiniões, vivências, gostos e vontades, e que ainda timidamente estão ajudando a trazer cultura de qualidade de volta às nossas mentes.

See Ya

PS: inevitavelmente tive a idéia para este post depois de participar da noite de lançamento do livro da Daniela Abade, criadora do Mundo Perfeito, Depois que acabou. Fico contente por ter participado e encontrado lá outros blogueiros, pessoas muito inteligentes e sensíveis às nuances do nosso mundo superficial e banalizado (menos o Marco Aurélio, claro... HAHAHAHAHAHA). Muita sorte a todos vocês e um abraço especial para a Alessandra, que tanto acreditou e apoiou a publicação e lançamento do livro da Daniela.

9.4.03

Um pouco de novidades!!

Resolvi melhorar um pouco os parcos e restritos serviços prestados por este blog e atualizei o menu principal (este aí no lado direito de quem entra no monitor).

Agora, na seção "Eu, ou quase" temos uma pequenina e singela foto deste humilde editor do Quando Isso. Na seção "Cinema" eu inclui links para comentários sobre os filmes que eu já assiti, e links para os sites oficiais dos filmes que eu ainda quero ver. Na seção "Blogs prediletos", eu inclui mais um blog que passei a ler com freqüência, o Mau Humor.

Agora vocês já tem coisas a mais pra ler. Leiam o blog, assistam os filmes, leiam os livros... =)

See Ya

7.4.03

Coloca 5 Reais de gasolina, por favor?

Há quase 10 anos eu não assistia a um Grande Prêmio de Fórmula Um. Tinha me esquecido de como era divertido. Especialmente quando temos o caos regendo a orquestra!!!

É. Pimenta no Coulthard dos outros é refresco!



Acima, Rubinho tentando lembrar onde
ficava o posto de gasolina mais próximo.



See Ya

2.4.03

Quando eu sinto aquilo...

Não sei o que é. Sei com que se parece.
Parece que vou estourar, ou então vomitar cada garfada de comida que ingeri durante o dia.
Parece que todo mundo vê, mas ninguém enxerga. Ninguém tem vontade de ver. E todos ignoram, como ignoram um mendigo com os pés e mãos enfaixadas no Viaduto do Chá, pedindo uma ajuda. Eu acabo ficando triste por ver e sentir isso. Triste porque não fiz e não faço nada. Triste por que, a despeito de todo meu desespero e vontade, eu ignoro também.

Mas agora vai mudar. Não vou mais ignorar isso. Chega de ter receio de me olhar nos olhos. Todos deveriam saber, ouvir e entender isso: todos vocês são especiais. Todos vocês são capazes das maiores proezas e conquistas. É uma pena que a maioria não veja isso. E transborde sua mente de coisas inúteis e besteiras infindáveis.

Vão adiante!!! Fiquem onde estão. Assitam ao sensacionalismo da TV sem o menor senso crítico. Achem engraçado, lírico, poético, que pessoas simplórias (ninguém entendeu "simples", né???) sejam veneradas e desejadas como se tivessem feito algo além de contribuírem com NADA para a melhoria da qualidade de vida (cultural) das pessoas.

E então eu chego neste momento, em que já comecei a dizer aos outros que eles deveria ver menos TV, ou verem melhores programas. Que deveriam ler mais livros e menos Capricho e Contigo, e se interessar por outras coisas além do Big Brother, do Datena e das novelas. E aí tudo se vai pelo ralo. Eu perco o foco. Não sei mais o que dizer e o que fazer. E volto a ignorar tudo. E fico triste de novo.

Quando as pessoas vão aprender a dar valor as suas próprias vidas? A viverem a vida de forma mais aberta, menos ignorante? A perceberem o conteúdo generoso e gratificante que certas coisas tem pra oferecer e aproveitá-lo para criar seus próprios caminhos, longe das garras e tentáculos da mídia de massa de péssima qualidade que nos assola?

Talvez um dia, quando isso virar um blog, eu veja isso acontecer e não precise mais escrever coisas como essa.

See Ya